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Artigos
Computação Grid
- Agosto/2003
Por: Henrique Costabile |
A computação Grid está ganhando muita atenção ultimamente. Apesar de ter sido usada inicialmente nos meios acadêmicos e comunidades cientificas os padrões, tecnologias, ferramentas e produtos já estão disponíveis para o mundo dos negócios.
A computação Grid permite a integração do poder de processamento, armazenamento de dados e apresentação através das organizações e possivelmente em diferentes geografias. A computação Grid é baseada em padrões abertos, incluindo serviços Web. Alguns fornecedores vêem a tecnologia Grid como um meio para disponibilizar recursos computacionais como se fosse uma utilidade, ou seja, com o mesmo modelo de uma empresa de eletricidade ou água. A arquitetura em cluster permite que número de CPU´s de baixo custo possa tratar de problemas de grande complexidade. Tecnologias de processamento distribuído podem prover um modo de diminuir a capacidade ociosa dentro de uma organização. Várias companhias já estão usando sistemas que se aproveitam da capacidade de máquinas dispostas em cluster.
Esta nova arquitetura permitirá a colaboração interpessoal, análise de dados distribuída, ou acesso à instrumentação científica especializada. O Projeto conhecido como “Globus” define a computação Grid como “ambientes persistentes que permitem que aplicações de software possam integrar instrumentos, recursos computacionais e informação que são gerenciados por diversas organizações em localidades dispersas”.
Para que isto seja possível, estão sendo definidos os padrões para a construção de sistemas autonômicos (que se autogerenciam). Os padrões e interfaces de WSDL (Web Services Description Language) estão sendo construídos para o gerenciamento de recursos, gerência do tempo de serviços, serviço de acesso a dados, de tal forma que qualquer recurso tenha um formato e descrição padrão de suas capacidades, interfaces padrões de WSDL para subscrição e eventos de notificação.
A computação Grid pode ser usada numa grande variedade de aplicações. Há três tipos básicos de Grid, sendo que não há fronteira clara nestas definições. De qualquer forma é importante notar que os tipos de Grid podem ser uma combinação de dois ou mais destes tipos. Dependendo do tipo de aplicação o ambiente que estiver sendo usado pode afetar o resultado do processamento.
Grid computacional - é focado na capacidade das CPU´s. Neste tipo de Grid a maioria das máquinas é constituída de servidores de alto desempenho.
Grid varredor- é mais usado com um grande número de máquinas do tipo desktop. É feito uma varredura dos ciclos de CPU disponíveis e outros recursos na rede. Os donos dos desktops têm controle dobre os recursos que participam do Grid.
Grid de dados – é responsável pelo armazenamento e acesso aos dados através de múltiplas organizações. Os usuários não sabem onde os seus dados estão localizados mas têm acesso às informações.
Outro modelo de computação distribuída, que normalmente é confundido com a computação Grid é conhecido como computação peer-to-peer.
A computação Grid - como diz o analista da Forrester, David Metcalfe - é um cruzamento de Matrix com Minority Report - A Nova Lei."
Da mesma forma como foi feita para a Internet, a evolução da computação Grid está sendo fomentada por órgãos governamentais como a Nasa e o Departamento de Defesa dos EUA.
Os cientistas descobriram que mesmo os supercomputadores não eram suficientemente rápidos para problemas complexos em áreas como simulações climáticas e físicas de partículas.
Na década de 80, começaram a interligar as máquinas em Grid para alavancar as capacidades dos computadores. Em 1998, dois dos pais-fundadores da computação Grid, Ian Foster, do Argonne National Laboratory, e Carl Kesselman, do Instituto de Ciência da Informação da Universidade Califórnia do Sul, editaram um livro intitulado “The Grid: Blueprint for a New Computing Infrastructure”, que descreve os princípios básicos do que pode se transformar na "quarta onda" da computação.
Eles passaram a denominar e transformar informações em uma representação visual de um problema, ou na sua solução.
Da mesma forma como ligamos uma televisão, sem pensar como ela funciona, o poder da computação moldará nossas vidas invisivelmente. Mas, a realidade é que a computação será mais complexa do que nunca. Os conjuntos de dados e rotinas serão volumosos demais para os seres humanos acompanharem.
A computação Grid contará com mecanismos de autogerenciamento, autodiagnóstico e autosolução, avisando-nos quando as coisas estão erradas e instruindo-nos sobre como consertá-las. Máquinas serão capazes de se comunicar entre si como seres humanos e haverá “agentes” que gerenciam a computação Grid. Tudo isso parece um filme de ficção científica tal como imaginado em Matrix.
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