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Artigos
Desempenho das redes
- Agosto/2002
Por: Henrique Costabile |
À medida que os aplicativos destinados aos bancos, se tornam mais complexos, as instituições financeiras estão dedicando mais atenção aos serviços de monitoramento de redes, para se tornarem mais competitivas. Novas metodologias e novas ferramentas de trabalho estão sendo utilizadas para melhorar os níveis de operações. Entretanto, soluções que tragam um nível impecável de serviços a custos razoáveis ainda estão difíceis de serem obtidas. As demandas são normalmente traduzidas, nos ambientes técnicos, como Service Level Agreements, ou Acordos de Nível de Serviço, mas mesmo assim, nem sempre um ótimo SLA garante que o serviço que esteja sendo executado atende completamente a expectativa do cliente. Reforçando a infraestrutura de telecomunicações, desenvolvendo ou escolhendo as aplicações que são mais facilmente gerenciáveis, e fazendo o melhor balanceamento entre disponibilidade e custo, os clientes finais podem melhorar seus relacionamentos com as áreas que prestam os serviços especializados de rede de dados, e com isto aprimorar o nível de serviço para que o mesmo esteja mais sintonizado com os seus objetivos de negócios. As telecomunicações são normalmente um ponto de falha para um grande número de sistemas e ambientes complexos. Por exemplo, controlar múltiplos sistemas distribuídos depende muito do feed-back dado pelos vários componentes de software espalhados pelos sistemas. Se uma linha de telecomunicações, com o Centro de Operações da Rede, falhar o software aplicativo fica inativo como se fosse um telefone desligado da tomada. Caminhos com comunicações redundantes são necessários, se quisermos um serviço de qualidade, mas mesmo assim, o software de gerenciamento de rede não pode sozinho resolver o problema. Freqüentemente uma aplicação recebe o primeiro alerta de um erro ou de baixa performance, mas esta não tem um código intrínseco para resolver todos os problemas, uma vez que estas falhas podem ficar sem serem detectadas, ou pior, afetar o usuário final. É importante considerar e prever modificações nas aplicações para melhor gerenciar estes casos. Geralmente as empresas negligenciam o fato de que a gerencia de operações pode estar sendo avaliada de vários pontos de vista e podem estar tendo objetivos diferentes e conflituosos. Administradores se preocupam em como o sistema está processando as informações e como pode ser melhorado. Usuários e clientes focam em tempo de resposta e disponibilidade. O sistema deve se comportar como o esperado a todo o tempo para todos. Os executivos da empresa têm a obrigação de manter uma estrutura que tenha efetividade de custos e possam atender expectativas diversas. Por exemplo, mesmo com uma disponibilidade garantida de 99.9 por cento, certas vezes o tempo de resposta é de má qualidade. Uma empresa que tenha este tipo de problema pode rapidamente perder clientes e pode não cumprir suas obrigações contratuais. Em vez de simplesmente esperar que os sistemas de gerenciamento de redes tenham uma rápida evolução, existe uma grande oportunidade para as empresas reavaliarem seus legados de software tanto aplicativos como os de suporte, com mais ênfase no gerenciamento do desempenho e satisfação dos clientes. Nesta categoria incluem-se os sistemas em base de dados e os servidores de aplicações. Normalmente, no que tange ao oferecimento de serviços IP de valor adicionado, os seguintes desafios estão sempre presentes: • Tráfego off-net vs on-net. Sem uma padronização das capacidades e das interfaces, os serviços podem somente ser oferecidos para gerenciamento de trafego do tipo end-to-end, que normalmente representam menos de 10 por cento do tráfego. • Integração do Legado: Os velhos sistemas aplicativos devem se comunicar com as novas tecnologias de rede. Isto representa uma complicada tarefa de interfaceamento. • Incompatibilidade de módulos. Os pacotes atuais são muito novos e ainda não totalmente depurados. Muitos são feitos para pontos de captura e transmissão das transações e precisam ser integrados com outros componentes. Custos associados a estas atividades de manutenção e atualização dos módulos podem ser significativos. Assim, para se conseguir excelência na prestação serviços, os provedores devem encontrar uma maneira de conectar a infraestrutura que está sendo gerenciada para os serviços que estão sendo oferecidos aos clientes finais.
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